Webhooks vs. APIs: Entenda as diferenças e quando usar cada um
Em um mundo onde sistemas precisam conversar entre si com velocidade, precisão e segurança, entender as formas de comunicação disponíveis é essencial. Nesse contexto, os webhooks e as APIs são ferramentas fundamentais em qualquer arquitetura de integração. Embora ambos permitam a troca de informações entre sistemas, eles funcionam de maneiras bem diferentes.
Este artigo explora as diferenças entre webhooks e APIs, como eles se encaixam na sua arquitetura de integração, e quando faz mais sentido utilizar cada um.
O que são Webhooks?
Os webhooks funcionam de forma inversa às APIs tradicionais. Em vez de o sistema consumidor buscar os dados, é o sistema provedor que envia as informações assim que um evento ocorre. Isso torna os webhooks uma forma de comunicação reativa.
Na arquitetura de integração, os webhooks são úteis para cenários onde é necessário reagir imediatamente a eventos, como uma nova compra, uma atualização de status ou um recebimento de pagamento.
Principais diferenças entre Webhooks e APIs
Compreender as diferenças entre webhooks e APIs é essencial para desenhar uma arquitetura de integração eficiente e responsiva.
Modo de operação
- APIs: modelo “pull” — o sistema faz uma requisição e espera a resposta.
- Webhooks: modelo “push” — o sistema envia os dados automaticamente ao ocorrer um evento.
Frequência de chamadas
- APIs: dependem de chamadas periódicas (polling) ou sob demanda.
- Webhooks: funcionam em tempo real, disparando assim que algo acontece.
Consumo de recursos
- APIs: podem gerar alto consumo se chamadas forem constantes.
- Webhooks: são mais eficientes em eventos pontuais e frequentes.
Complexidade
Webhooks: mais simples de implementar, mas exigem cuidados com segurança e confiabilidade.
Vantagens das APIs em uma arquitetura de integração
As APIs continuam sendo a base da maioria das estratégias modernas de arquitetura de integração, por diversos motivos:
Controle total sobre a comunicação
Você decide quando e como acessar os dados, o que é essencial em sistemas que precisam validar, transformar ou agrupar informações antes do consumo.
Padronização e documentação
APIs bem documentadas permitem integrações com múltiplos sistemas e linguagens, garantindo mais estabilidade e previsibilidade à sua arquitetura de integração.
Segurança robusta
APIs podem usar autenticação OAuth, JWT e outras formas avançadas de controle de acesso, essenciais para ambientes regulados. APIs: geralmente exigem mais estrutura, autenticação, rotas e documentação.
Vantagens dos Webhooks em uma arquitetura de integração
Webhooks têm ganhado espaço nas estratégias modernas de arquitetura de integração, especialmente quando o foco é agilidade e resposta em tempo real.
Baixa latência
Os webhooks são disparados automaticamente, reduzindo o tempo entre o evento e a resposta.
Menor uso de recursos
Por não dependerem de chamadas constantes, eles aliviam a carga nos servidores e sistemas.
Ideal para notificações e atualizações
Eventos como atualizações de status, envio de e-mails, novas transações ou mudanças em cadastros são ideais para webhooks dentro da arquitetura de integração.
Quando usar Webhooks em vez de APIs
Você deve considerar o uso de webhooks em sua arquitetura de integração quando:
- Precisa de notificações imediatas sobre eventos.
- Os dados não precisam ser consultados com frequência.
- O sistema receptor está sempre disponível para receber requisições.
- Quer reduzir o número de chamadas e a carga de processamento.
Exemplos clássicos de uso de webhooks:
- Sistemas de pagamento que notificam automaticamente uma venda aprovada.
- Aplicativos que avisam quando um documento é assinado.
- CRMs que atualizam o status de um lead com base em ações externas.
Por outro lado, as APIs devem ser utilizadas em sua arquitetura de integração quando:
- Você precisa de controle completo sobre o momento da requisição.
- Os dados precisam ser buscados ou combinados sob demanda.
- O sistema precisa de múltiplas operações (ex: criar, editar, excluir).
- A confiabilidade do evento depende de validações adicionais.
Boas práticas ao usar Webhooks na arquitetura de integração
Valide os dados recebidos
Use tokens ou assinaturas para garantir que o evento veio de uma fonte confiável.
Tenha tolerância a falhas
Implemente retries automáticos e registre eventos perdidos para garantir consistência.
Armazene os eventos recebidos
Mesmo que o processamento falhe, os dados não serão perdidos, garantindo estabilidade à sua arquitetura de integração.
Boas práticas ao usar APIs na arquitetura de integração
Use cache para reduzir requisições
Evite sobrecarregar os serviços com chamadas desnecessárias.
Controle de versão
Sempre versionar as APIs para evitar impactos em sistemas dependentes.
Limite de rate e throttling
Evita abusos e protege os serviços de picos inesperados.